Por que o ambiente externo revela a sua organização interna?

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|25/12/2019
Por que o ambiente externo revela a sua organização interna?
Millennial Trends

De fato, de modo geral, quando os ambientes estão desorganizados eles traduzem uma falta de organização interior das pessoas. Quando os espaços encontram-se com objetos em excesso, provavelmente, estamos com problemas, decisões ou ideias em excesso sem resolução.

E há, ainda, os efeitos negativos gerados a nós mesmos por esse tipo de ambiente. Um estudo demonstrou que ambientes desorganizados e caóticos podem nos levar ao estresse e à compulsão alimentar, por exemplo.

Neste artigo, compreenda melhor como o ambiente externo releva e afeta a sua organização interna, conheça métodos para lidar com essa situação e veja dicas para aplicar em seu dia a dia. Acompanhe.

Neuroarquitetura: organizando o ambiente externo para melhorar a organização interna

A neuroarquitetura refere-se à aplicação de elementos da neurociência à arquitetura. Em linhas gerais, é uma área que se preocupa em como o ambiente externo impacta em nossa mente e em gerar maneiras desses espaços melhorarem nossa qualidade de vida e organização interna.

Em projetos de cunho comercial, esse conceito já vem sendo aplicado há bastante tempo, sobretudo para estimular a produtividade dos profissionais no ambiente laboral.

Nos projetos residenciais, geralmente, o processo é conduzido por um neurocientista ou psicólogo que busca compreender melhor o perfil e as necessidades dos moradores. E, a partir disso, criam-se soluções para melhorar a relação deles com seu lar e o seu cotidiano.

Essa é uma área que, de fato, leva a sério os impactos do ambiente externo na organização interna das pessoas. Por isso, naturalmente, a organização é um de seus pilares.  Entende-se que ela ajuda a eliminar ou a lidar melhor com problemas internos como o estresse e a ansiedade.

E isso é corroborado por diversas pesquisas. Por exemplo, há um estudo do Instituto de Neurociências da Universidade de Princeton, EUA, que avaliou de que modo o nível de organização do ambiente exerce influência no desempenho cerebral. Constatou-se que o excesso de estímulos trazidos, entre outras coisas, por um ambiente desorganizado, reduz o foco, nossa felicidade e produtividade.

KonMari: organização externa para estimular a organização interna e nossa felicidade

Um dos grandes nomes do segmento de organização do lar atualmente é o de Marie Kondo. Com livros de sucesso e uma série lançada na Netflix, Kondo tornou-se uma guru contemporânea da organização, por meio de seu método, KonMari, para organizar a casa, a mente e a vida.

“Quando se coloca a casa em ordem, se coloca os seus negócios e o seu passado em ordem também” – esse é um dos preceitos trabalhados em suas obras.

Para iniciar a organização, nesse método, deve-se tocar em cada objeto de posse e questionar a si mesmo qual é o sentimento que ele suscita. Se não for algo positivo, se não trouxer felicidade, deve-se doá-lo ou descartá-lo.

Assim como na neuroarquitetura, no método de Marie Kondo, entende-se que nossos sentimentos e nossa satisfação e felicidade no lar estão diretamente relacionados à organização dos ambientes externos.

Com efeito, em um estudo que acompanhou por dez anos a vida de diversas famílias observou-se que a bagunça e o excesso de objetos estão entre os aspectos mais estressantes da vida doméstica. E esse sentimento comumente leva ao desenvolvimento de problemas graves como depressão e obesidade.

Pequenos hábitos que ajudam a trazer mais felicidade e organização interna e externa

1. Arrume a cama

Conforme um discurso do almirante da marinha americana William H. McCraven, para mudar o mundo, é preciso começar arrumando a própria cama. A justificativa é de que essa ação irá encorajar a realização das próximas tarefas.

Ainda, em uma pesquisa, constatou-se que 71% dos participantes que arrumavam as camas ao acordar se declararam felizes. Por outro lado, 62% daqueles que não mantinham tal hábito se consideraram pessoas infelizes.

2. Doe, descarte e seja mais minimalista

Conforme um estudo da Universidade da Califórnia, há níveis mais elevados de cortisol, o hormônio do estresse, em pessoas que vivem em residências com grande quantidade de objetos decorativos. Isso é, quanto mais acúmulo de acessórios e ornamentações, maior a probabilidade de sentir-se estressado no ambiente.

Assim, conforme essa pesquisa, o ideal para se ter mais organização interna e externa, felicidade e tranquilidade é apostar em limpezas periódicas do ambiente e em uma decoração mais minimalista.

3. Estabeleça uma rotina de organização

No estudo chamado O lado escuro do lar, constatou-se que quanto maior for a desorganização na casa, menor será a satisfação e a produtividade de seus moradores. E esse efeito negativo na organização interna é ainda maior para quem trabalha sob o modelo home office, não conseguindo ter um bom rendimento nas atividades pessoais ou nas profissionais.

Para melhorar esse aspecto, crie uma rotina de organização. No começo, organizar um pouco diariamente pode ser melhor do que estipular um dia no mês para essa atividade. Desse modo, a ação será mais motivadora e não será vista como um dia “perdido” na arrumação da casa. Lembre-se: feito é melhor do que perfeito, o importante é começar que, aos poucos, você irá vendo sua organização interna e externa melhorarem em conjunto.

Como vimos, ter um ambiente externo organizado ajuda a desenvolver benefícios internos bastante válidos, como sensação de tranquilidade; aconchego; melhor humor, gestão do tempo e qualidade do sono; maior produtividade e menos estresse.

E então, ficou mais claro para você como o ambiente externo revela e afeta a sua organização interna? Tem algum exemplo que ocorreu com você? Ou dica sobre o tema para compartilhar? Deixe sua mensagem nos comentários.

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