Valorando a tolerância para o risco no investimento imobiliário

5 minutos
|16/04/2020
Valorando a tolerância para o risco no investimento imobiliário
Investimento Imobiliário

Saber ler os riscos de um investimento imobiliário é uma habilidade essencial a qualquer investidor. Entender as implicações de um negócio é uma das etapas mais importantes do processo de tomada de decisão, e pode fazer toda a diferença entre o sucesso ou o fracasso de um novo investimento.

No entanto, ter esta informação ajuda muito pouco se o investidor não sabe claramente o seu limite na relação de risco e recompensa. Mais do que isso, para assumir riscos é necessário que exista a capacidade de arcar com as consequências negativas do negócio caso as coisas realmente não saiam como o esperado sem deixar que isto afete sua vida pessoal ou comprometa seus outros investimentos.

Por isso, saber delimitar qual a sua tolerância para o risco é um passo importante na sua jornada de investimentos. Tanto para quem ainda está entrando no mercado de imóveis quanto para investidores já experientes, esta análise é uma ótima ferramenta para entender mais claramente os melhores investimentos para cada caso em particular.

Neste artigo, vamos falar um pouco sobre o risco no investimento imobiliário, a tolerância ao risco do investidor e como você pode analisar a sua própria tolerância ao risco nos seus negócios. Confira abaixo!

Os riscos do investimento imobiliário

Vamos começar primeiramente falando sobre o que é o risco de investimento. Embora seja uma das considerações mais importantes em qualquer negócio, muitas vezes não temos uma ideia clara a respeito do que estamos ponderando na prática.

A definição mais comumente aceita é que o risco são as chances de que você venha a perder dinheiro com o investimento. Ou seja, quanto maior a probabilidade de que o investimento não gere o retorno esperado e dê prejuízo, maiores os riscos da aplicação. Isto pode ocorrer tanto porque ele possui um principal impedimento que pode acarretar no seu fracasso, ou diversas variáveis que adicionam um pouco mais de incerteza quanto ao sucesso do negócio.

No que se refere ao investimento imobiliário, existem diversas variáveis que devem ser consideradas. Enquanto algumas podem ser mais fáceis de serem medidas e controladas, existem muitas outras que não há como regular. De forma geral, podemos citar como principais riscos o de vacância, oscilações na economia ou no mercado, a baixa liquidez dos imóveis, mudanças na demanda, e o risco político, por exemplo.

A tolerância ao risco do investidor

A tolerância ao risco do investidor é uma combinação de vários fatores diferentes, e que podem impactar profundamente na sua forma de fazer negócios. De forma geral, podemos dividir os investidores em três grupos principais de acordo com a sua tolerância ao risco: os investidores agressivos, investidores moderados e investidores conservadores.

Enquanto os investidores agressivos possuem alta tolerância ao risco e estão dispostos a colocar seu dinheiro em aplicações arriscadas em troca de uma alta taxa de retorno, os investidores moderados têm uma tolerância média ao risco – ou seja, aceitam um pouco de risco na sua carteira, mas tendem para uma abordagem bem equilibrada para garantir a proteção do seu patrimônio. Por fim, os investidores conservadores têm baixa tolerância ao risco, preferindo um investimento imobiliário com baixo retorno e alta estabilidade ao risco da volatilidade.

Como valorar a minha tolerância para o risco?

Neste ponto, é importante fazermos uma distinção importante. A tolerância ao risco não deve ser encarada somente como a disposição ou vontade que o investidor possui de assumir riscos no seu investimento imobiliário. Mais do que isso, para que um investidor seja tolerante ao risco, ele deve ter a capacidade de arcar com este fator.

Quando falamos de capacidade de assumir riscos, são vários os fatores que podem ser considerados, mas os mais importantes são predisposição financeira para suportar um golpe negativo caso o cenário desfavorável se torne verdade, e o prazo que o investidor possui para recuperar o dinheiro perdido. Apesar de parecer um pouco confuso, este conceito é facilmente compreendido através de exemplos.

Um investidor que possui pouco capital excedente e sabe que irá precisar do dinheiro investido ou proveniente do retorno da aplicação em pouco tempo certamente não deverá ter tolerância ao risco – mesmo que pessoalmente ele tenha disposição de arriscar seu dinheiro. Ao mesmo tempo, alguém que tem uma boa reserva de dinheiro e não tem grandes expectativas de ter lucro a curto prazo não necessariamente terá alta tolerância a riscos, porque o investidor pode simplesmente não estar disposto a assumir a possibilidade de perder capital pela promessa de um lucro mais alto.

Assim, a tolerância para o risco é um fator muito pessoal de cada investidor. Para definir a sua, analise com cuidado os seus objetivos de investimento juntamente com a sua capacidade de arcar com as consequências. Aí está a sua resposta.

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