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VITACON: 'Vamos mudar de casa como quem muda de canal'

Imprensa • 04/07/2020 • min. VITACON: 'Vamos mudar de casa como quem muda de canal'

Publicado Coluna Capital/ O Globo*

De uma construtora de tijolo, a Vitacon se transformou em uma gestora de apartamentos para locação – sejam eles próprios ou de investidores que compram os imóveis e disponibilizam para alugar na plataforma da própria construtora, a Housi. Alugar pela plataforma é fácil como fazer uma assinatura de streaming. Os apartamentos são micro, mas já vêm com wi-fi e TV a cabo. É o conceito de moradia como serviço – e o locatário-assinante pode mudar de bairro ou de cidade como quem muda de canal na TV.

Em dez anos desde a sua fundação, a construtora já lançou 70 prédios. Até o momento, a pandemia não afetou o plano de lançar 12 novos prédios este ano, no valor de US$ 1,8 bilhão.

Já o valor total dos imóveis para locação sob gestão da Vitacon, empresa que tem planos de estrear na Bolsa, soma R$ 5 bilhões. No último ano, a alta em número de unidades foi de 900%. A coluna conversou com o CEO da Vitacon, Alexandre Frankel, sobre as mudanças no mercado imobiliário com a pandemia.

A Vitacon é conhecida pelos microapartamentos e por difundir uma cultura de moradia como serviço. Como a pandemia afeta essas tendências?

O futuro passa pela flexibilização da moradia e a pandemia tende a acelerar esse movimento, que já era algo natural para a nova geração, que prefere alugar. Agora então, nunca fez tanto sentido falar em uma moradia que vai acompanhar não só o nosso momento de vida – saída da casa dos pais, casamento, saída dos filhos de casa – mas também o cenário macro, com ondas de pandemia.

As pessoas vão demandar imóveis maiores por causa do home office?

Todo mundo sempre quer mais espaço. Mas as pessoas compram o que cabe no bolso. Só se fala em home office, em morar no interior. Mas o dentista vai poder morar na praia? Não sabemos se haverá novas ondas de contágio. Acho que o chamado ‘novo normal’ é passageiro e as pessoas vão voltar a socializar. Por isso a flexibilidade no consumo de moradia é tão importante. Nenhuma solução é definitiva e perene. A próxima fronteira de moradia não está ligada a produto nem tamanho, mas à forma de consumir. Estamos falando de transformação na vida das pessoas. Creio que esse vai ser o caminho para resolver o déficit habitacional.

Em que sentido?

As pessoas estão dando muita importância para o home office e não estão olhando para a maior parte da população, que vive nas periferias e pega transporte público lotado. Novos formatos de morar geram impacto na vida das pessoas. 

Mas os prédios da Vitacon são mais voltados para um público de classe alta. 

Não só. Temos centenas de apartamentos mais econômicos do que os do programa Minha Casa Minha Vida, no centro de São Paulo e também em outras cidades do Brasil. São imóveis localizados mais perto do trabalho e com acesso a transporte público. Queremos cada vez mais ampliar essa solução para as classes econômicas.

A crise afetou a demanda por locação nos imóveis administrados pela empresa?

Mudou o perfil. Em abril a ocupação caiu bem. Mas recuperou para perto do nível pré-covid. Nosso perfil era executivo: turismo de negócios e curta duração. Agora os prazos estão mais longos. Tem desde gente que precisa se isolar, gente que separou, que casou, que está saindo da casa dos pais. Também temos visto empresas que, em vez de vale transporte ou combustível, estão provendo moradia para funcionários que precisam ficar isolados ou morar mais perto do escritório. Entender como os colaboradores moram passou a ser uma preocupação das empresas. 

Os prédios da Vitacon possuem muitas áreas comuns. Como estão fazendo na pandemia? 

Adaptamos as academias e espaços de coworking com barreiras para uso individual. Também instalamos áreas com terminais de telemedicina, uma tendência nova. E se amanhã tiver uma tecnologia de exame remoto, podemos atualizar. Saímos da era dos prédios datados, desconectados, para um imóvel que pode ser constantemente atualizado. 

É uma mudança de paradigma. 

O mercado imobiliário sempre trabalhou de forma intuitiva e especulativa. Mas hoje planejamos nossos lançamentos com base em dados. A partir dos hábitos dos moradores que alugam nossos apartamentos, conseguimos prever a demanda futura: desde onde as pessoas querem morar até o tamanho do armário que vou precisar instalar para as pessoas receberem delivery.

Texto: Mariana Barbosa 

Divulgação: Divulgação/Vitacon

 
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