Vitacon na Arquitetura_Urbanismo

RevistaArquitetura&ConstruçãoMorar em espaços bem pequenos já não soa tão estranho para certa parcela da classe média paulistana. Desde 2009, o tamanho dos apartamentos com um dormitório vem diminuindo: a área útil média dos lançamentos nesse formato caiu de 55 m2 para 34 m2 até setembro deste ano, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp). Tal tendência resulta da soma de diversos fatores. “Um deles é a meta de reduzir o custo dos imóveis com a intenção de atender a uma população afastada da possibilidade de compra, mas que deseja sair do aluguel”, comenta Gilberto Belleza, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP). Para Fernando Pompéia, diretor de planejamento e pesquisa da Embraesp, trata-se de um perfil até então inexplorado pelas construtoras, de pessoas com interesse nas regiões entre rios, ou seja, próximas das Marginais, onde os terrenos se tornaram escassos, menores e consequentemente mais caros. São solteiros, recém-casados, divorciados, casais de meia-idade com filhos já formados. Gente que, além do orçamento enxuto, quer simplificar a vida. “Dentro dessas limitações de localização, compensa para as empresas fazer mais unidades – e compactas. Com menos metros quadrados, o preço total acaba sendo também menor”, explica. “O mercado vinha de um trauma com os flats, cujo custo operacional era muito alto, a conta não fechava. A sacada foi criar um conceito que funciona em condomínios de baixo custo, com serviços adicionais que o morador paga se usar”, acrescenta Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon.

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