Repúblicas ocupam prédios inteiros

Todo semestre milhares de jovens saem das casas dos pais e enfrentam a busca por uma moradia para dividir com os colegas de universidade. Empresas do setor imobiliário decidiram profissionalizar as repúblicas e desenvolver prédios inteiros exclusivamente para estudantes.

Inspirados pelos “dorms” americanos, os empreendimentos oferecem cozinhas e salas de estudos compartilhadas, além de academia, local para fazer xerox, centro de compras e carros e bicicletas para serem usados por todos.

A estudante de direito, Isabela Bazanelli, 18, é uma das moradoras do “prédio república” da Uliving, na Bela Vista, centro de São Paulo.

“É uma facilidade não ter que ficar correndo atrás das coisas”, diz Bazanelli, de Ibitinga, a 347 km de São Paulo.

Pode ser um alívio também para os pais, que contam com auxílio especial. “Fazemos um meio de campo entre eles e os filhos, quando não conseguem encontra-los pelo telefone”, explica Celso Martinelli, sócio da empresa.

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De olho nesse mesmo mercado, a construtora Vitacon fechou uma parceria com a ESPM para construir um edifício de 325 unidades para os estudantes ao lado da instituição, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo.

O empreendimento terá estúdios individuais de 15 m2 ou 20 m2 e compartilhados de 25m2 ou 32m2, com mensalidades entre R$1.000 e R$2.500.

A intenção da ESPM, que estima que 30% de seus alunos venham de outras cidades, é atender universitários e professores. “Pensamos em um prédio que possa ser um celeiro de novas ideias, que reúna, no mesmo ambiente, estudantes e mentes inovadoras”, diz Alexandre Lafer Frankel, da Vitacon.

Os moradores terão bicicletas e um carro para uso compartilhado, com manutenção cobrada no condomínio.

O edifício começa a ser construído este ano e contará com um centro comercial, local de xerox, academia e “coworking”. No último andar, um longe com isolamento acústico vai ser sede para festa e eventos.

“Vamos oferecer convivência colaborativa e criar um ambiente acadêmico hospedando professores visitantes”, afirma Emmanuel Publio Dias, vice-presidente da ESPM.

Fonte: Folha de S.Paulo

 

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