Na percepção dos paulistanos, o Itaim Bibi, região nobre na Zona Oeste de São Paulo, é um dos melhores lugares da cidade para quem quer se divertir e fazer amigos, mostra pesquisa Datafolha.

Não é só vida noturna, não. O bairro tem parques, ciclovias e shoppings – incluindo um a céu aberto.

Quando a dentista Gabriela Bacchi, 45, escolheu morar no Itaim Bibi, pretendia unir o “útil ao agradável”. Há 24 anos, quando deixou Rio Claro (a 173 km de São Paulo) para fazer especialização na capital, a identificação com o local foi instantânea.

“É um lugar plano em que dá para fazer quase tudo a pé e, por isso, você acaba fazendo muita amizade”, afirma Bacchi. Ela trabalha a quatro quadras de sua casa e afirma só utilizar o carro quando viaja nos fins de semana.

Quando não deixa a cidade, a dentista passa os domingos no Parque do Povo, ao lado do rio Pinheiros.

“É um parque menor que o Ibirapuera, bem mais tranquilo e familiar”, compara.

Já a consultora de beleza Graciela Dias, 30, foi conquistada pela boca. A aracajuana aterrissou em São Paulo em 2012 e viveu nos bairros da Liberdade e dos Jardins antes de se estabelecer de vez no Itaim Bibi, há quase dois anos.

Ela se gaba de ter um verdadeiro roteiro gastronômico em sua rua, que inclui desde massa até sushi.

É também andando pela vizinhança que a consultora vai ao cinema e confere as lojas.

“O Brascan Century Plaza é um shopping a céu aberto, com ambiente descontraído, bom para conhecer pessoas.”

Grávida, ela busca um imóvel maior para acomodar a família, mas não quer sair do bairro. “Apesar de ter um custo de vida maior me sinto segura aqui.”

A boa qualidade de vida no bairro criou uma demanda alta por prédios na região, afirma Alexandre Lafer Frankel, presidente da Vitacon Incorporadora e Construtora.

“É um bairro completo com escolas, parques, centros comerciais e culturais, academias, shoppings, bares e restaurantes”, diz Frankel.

Estúdios e duplex

A Vitacon tem na região o empreendimento VN Ferreira Lobo, entre as avenidas Faria Lima e Presidente Juscelino Kubitschek. Com projeto do renomado Studio Arthur Casas, o edifício tem apartamentos em formas de estúdios ou dúplex, e plantas que variam de 28m2 a 103m2. O preço médio do metro quadrado ali é 18 mil.

Para conhecer melhor o bairro e socializar com vizinhos, a agente socioambiental urbana Mariangela Nicolellis, 59, abriu uma comunidade na rede social.

“Criamos grupos para andar de bicicleta e caminhar, e nos encontramos nos restaurantes do bairro”, conta.

O grupo aproveita ainda a oferta de teatros, que inclui o municipal Décio de Almeida Prado, o Juca Chaves, o Extra Itaim, o Net São Paulo e o Santander, que estreará no dia 27 uma versão do clássico musical “My Fair Lady”.

A ciclovia da avenida Faria Lima, considerada uma das melhores de São Paulo, atrai usuários de toda a cidade para o bairro da Zona Oeste.

O estudante de relações públicas Thomas Wang, 21, usa a via para ir de casa, na Vila Mariana, à USP.

“É um dos poucos locais com estrutura e atendimento voltados aos ciclistas. Isso permitiu que eu conhecesse outros fãs das magrelas”, diz.

Os encontros casuais na ciclovia viraram um grupo que uma vez por mês saí para pedalar e tomar café.

Autodefinido como “cria das novas ciclovias”, José Eduardo dos Santos, 52, professor de história, usa o trajeto aos finais de semana.

“Esta é uma das melhores, com bom piso, sinalização e largura. Quem dera a cidade tivesse mais ciclovias assim”.

Fonte: Folha de S.Paulo

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