alexandre-construção civil está deixando o conservadorismo

Startups voltadas para a construção civil se proliferam no Brasil e mudam a cara de um dos segmentos mais conservadores do país

Um caso emblemático é a Vitacon. Fundada há nove anos pelo engenheiro Alexandre Frankel, de 41 anos, começou pequena e, nos anos de crise, deslanchou ao vender imóveis compactos (com plantas de 10 a 77 metros quadrados) a preços mais atraentes (a partir de 90 000 reais). Os apartamentos, funcionais, ficam sempre próximos a áreas comerciais e estações de metrô da capital paulista.

Ao todo, a novata lançou 62 prédios e captou 2 milhões de reais de investidores. Em 2018, o faturamento foi de 1,3 bilhão de reais.

“Crescemos 60% de 2017 para 2018. A projeção para este ano é lançar 3 000 apartamentos e alcançar 2,3 bilhões de reais em faturamento”, afirma Alexandre, que cresceu apostando na força da tecnologia para oferecer um novo jeito de morar na maior cidade do país.

Os empreendimentos têm aplicativos que permitem ao morador solicitar serviços, como o de andador de cachorro e personal trainer, fazer pagamentos e se informar sobre os eventos promovidos nos edifícios, como aulas de ioga ou debates. Hoje, a Vitacon conta com 300 funcionários e prevê aumentar o quadro em 50% até o final de 2019.

“Estamos abertos a receber profissionais de todas as áreas, mas principalmente ligados a marketing digital, análise de dados, experiência do consumidor e vendas”, afirma o CEO, que entrevistará pessoalmente os novos contratados. “Pretendo conversar com cada um que está entrando para nosso time.”

 

Via de mão dupla

Ao quebrar paradigmas com soluções inovadoras, startups chamam a atenção de grandes empresas, que se veem obrigadas a deixar a aversão tecnológica de lado. “Ainda há uma grande dificuldade de gestão na construção civil.

A demanda por sistemas e aplicativos que ajudem a evitar erros e desperdícios de materiais, produzir mais com menos e facilitar a vida dos futuros moradores é enorme.

 

Isso vale para a construção pesada, mas também para o mercado imobiliário, de facilities e de manutenção”, diz Gleidson Lima, professor do MBA de gestão de negócios de incorporações e construção imobiliária na Fundação Getulio Vargas.

Isso explica por que companhias tradicionais estão criando programas de inovação aberta, fundos de investimento e aceleradoras.

 

Alexandre Frankel, fundador da construtora Vitacon: com prédios que oferecem de bicicletário a andador de cachorro o faturamento foi de 1,3 bilhão de reais | Leandro Fonseca

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