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Incorporadoras passam a construir prédios com o foco na locação

Imprensa • 25/10/2020 • min. Incorporadoras passam a construir prédios com o foco na locação

Publicado por O Globo*

As incorporadoras estão investindo em um novo modelo de construção, com foco na locação dos apartamentos. Para tanto, fazem parcerias com startups que são as responsáveis por anunciar essas unidades, e também pela administração e prestação de serviços como lavanderia, locação de carro, wi-fi e até enxoval.

A ideia é permitir que o locatário fique pelo tempo que desejar, desde uma diária para uma reunião de negócios, por exemplo, a vários meses, como moradia, com controle de todos os serviços por meio de uma plataforma digital. A aprovação do inquilino também é rápida: o processo é feito online, sem fiador.

No Rio, a construtora Concal criou a marca Habitat+ com foco nos residenciais com serviços, e lança o primeiro prédio em São Cristóvão, com apartamentos a partir de R$190 mil. O lançamento será no início de 2021. Serão 220 unidades entre studios de 35m², a unidades de 49m² a 58².  

— Já há projetos para bairros como Copacabana, Flamengo e Tijuca — conta Sergio Conde Caldas, arquiteto, idealizador do projeto Habitat+ e diretor da Concal.

Neste primeiro edifício em São Cristóvão, quem tocará a parte de serviços é a Housi, startup que nasceu na incorporada Vitacon, que é conhecida em São Paulo pelos chamados “imóveis compactos” e fará sua estreia no Rio.

Alexandre Frankel, Fundador e Presidente do Conselho Vitacon, diz que, para o investidor, a grande vantagem é a gestão do imóvel sem dor de cabeça.

— Cuidamos do imóvel, da decoração, da troca do chuveiro queimado, entre outras questões. E o melhor, o dinheiro cai na conta da pessoa todo mês. Simples assim. — explica Frankel.

O mais recente movimento foi feito pela Cyrela, em parceria com a startup Charlie, da empresa hoteleira HX Hotels. O primeiro projeto foi lançado em São Paulo durante a pandemia e está 80% vendido. Entre o perfil de compradores, há investidores e clientes que compraram para morar, afirma Alexandre Dentes, gerente de incorporação da Cyrela São Paulo.

 — São pessoas que viram vantagem em morar em um prédio com serviços.

Para Allan Szrokfisz, CEO da Charlie, houve uma mudança na procura pelos empreendimentos. Se antes da pandemia a duração da locação era de poucas diárias, agora o cliente vê a vantagem em ficar mais tempo no apartamento.

— Naquele cenário de incerteza, o cliente não queria ficar preso a um contrato tradicional de aluguel de 30 meses, queria algo flexível.

A locação de longa permanência é o foco da Luggo, startup de locação da MRV. A empresa está com cinco obras em andamento e, no Rio, em negociação com alguns terrenos para construção de prédios.

Depois de alugados, os ativos dos condomínios são transferidos a um fundo imobiliário.

— Criamos empreendimentos para moradia. Os aluguéis giram em torno de R$1.500 e os locatários adicionam os serviços que desejarem — explica Rodrigo Resende, diretor de marketing e vendas da MRV.

 

Texto: Ana Carolina Diniz

Foto: Divulgação

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