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Entrevista: Incorporadora se inspira no Tetris para lançar apartamento que cresce ao gosto do freguês

Imprensa • 24/08/2021 • min. Entrevista: Incorporadora se inspira no Tetris para lançar apartamento que cresce ao gosto do freguês

Publicado por 6Minutos*

O imóvel ficou pequeno demais depois que o filho nasceu? Compra a unidade vizinha (ou de cima ou debaixo) para ganhar mais espaço. Separou e o apartamento ficou grande? Divide ao meio, então. É essa flexibilidade de configuração que está por trás do Pixel Life, novo empreendimento da Vitacon que será lançado neste semestre.

Segundo a Vitacon, o apartamento modulável é a grande novidade do setor atualmente, pois permitir que dono aumente ou diminua o imóvel de acordo com sua necessidade. “A incorporadora se especializou em imóveis compactos para o público single. Mas as prioridades das pessoas vão mudando ao longo do tempo. Pode ser que uma hora elas precisem de mais espaço e que em outra, de menos”, afirma Ariel Frankel, CEO da Vitacon.

A grande diferença do Pixel Life, afirma ele, é que o projeto foi estruturalmente planejado para permitir essa flexibilidade. “Foi pensado para que a combinação de unidades funcionasse em harmonia. Se você tiver paredes ou colunas que não podem ser removidas, essa harmonia não existe. E aí fica um remendo, uma unidade torta. Nossa proposta é permitir essa mudança e garantir que a nova unidade fique perfeita, como se fosse daquele tamanho desde o início.”

Veja abaixo entrevista com Frankel:

O que é o esse projeto de apartamento modulável?

 

O Pixel Life é um projeto inteligente que tem o objetivo de dar mais flexibilidade e autonomia ao comprador, que, por sua vez, procura versatilidade ao longo do tempo.

A Vitacon se especializou em imóveis compactos para o público single. Mas as prioridades das pessoas vão mudando ao longo do tempo. Pode ser que uma hora elas precisem de mais espaço e que em outra, se divorciem e precisem de menos.

 

Como funciona essa flexibilidade?

 

Os empreendimentos sempre lidaram com junção de apartamentos. Compra um do lado do outro. E, dependendo do momento aluga um dos módulos ou os deixa separados.

Cada módulo é de uma unidade. Tem módulo a partir de 20m². O projeto foi pensado para que a combinação de unidades funcionasse em harmonia. Se você tiver paredes ou colunas que não podem ser removidas, essa harmonia não existe. E aí fica um remendo, uma unidade torta. Nossa proposta é permitir essa mudança e garantir que a nova unidade fique perfeita, como se fosse daquele tamanho desde o início.

O projeto permite que a unificação aconteça na horizontal e na vertical. E o cliente ganha essa possibilidade de alterar a moradia.

 

A pandemia tem alguma coisa a ver com esse tipo de projeto?

 

O que a gente percebeu com a pandemia é que as pessoas gostam e preferem ter uma vida flexível. Por isso, a gente, junto com a Housi, vem inovando muito na oferta de serviços, decoração, gestão de aluguel.

A pandemia nos incentivou a acelera e pensar mais em inovações. Nossa cabeça sempre esteve focada no longo prazo, acompanhando as necessidades dos usuários. E sempre estivemos olhando as tendências de mercado. O que a gente fez depois da pandemia foi dar flexibilidade para serviços que as pessoas estão usando mais, por isso o espaço do delivery é maior. Temos espaço refrigerado para entrega, por exemplo.

 

Como a pessoa vai saber ao comprar que precisa de dois módulos ou mais? É preciso comprar dois desde o início para flexibilidade acontecer?

 

A gente mira o público investidor que quer comprar R$ 700 mil, por exemplo, em imóveis. Em vez de comprar um apartamento padrão de 70 m², aqui ele pode comprar um, dois ou até três módulos de apartamentos. À medida que o mercado vai evoluindo, e a situação dele como investidor, ele vai tomando decisões sobre como desenvolver esses espaços.

 

Quando esses empreendimentos vão ser lançados e quanto custarão?

 

Os lançamentos serão feitos no final do ano. Teremos um na avenida Paulista, outro perto do metrô Vila Mariana e um terceiro próximo do metrô Borba Gato. Os preços variam conforme a região, pois o custo do terreno é um dos componentes do custo da obra. Por isso, o da Paulista é mais caro que o da Vila Mariana, que é mais caro que o do Borba Gato. Em linhas gerais, o m² parte de R$ 10 mil e vai até R$ 17.000, o que faz com o que os preços iniciais dos módulos variem de R$ 199 mil até R$ 279 mil.

 

Então vocês miram mais o comprador investidor que o comprador morador?

 

É uma coisa híbrida. O investidor aluga para alguém e coloca o investimento para girar. Mas é bom também para o usuário final, pois é um projeto flexível. A gente entende que o público quer morar perto do trabalho. Às vezes, a pessoa já está ambientada com o empreendimento, com os serviços oferecidos, com a região em que mora, mas precisa mudar por uma questão de espaço. Esse projeto dá a ela a possibilidade de saber que terá uma vida fez e adequada no longo prazo, de acordo com sua necessidade de vida. Tem que ser excelente para o usuário e para o investidor.

 

E qual a vantagem para o investidor?

 

Imagina que o investidor tem um imóvel de 70m² que aluga por R$ 5.000. Por algum motivo, como de crise, ele não consegue encontrar inquilino para pagar esses R$ 5.000. A gente sabe que a demanda é maior para aluguéis menores, de R$ 2.500, R$ 3.000. Em vez de ter um imóvel de 70m², ele pode ter dóis módulos de 30m² alugados por R$ 3.000 cada. Ele vai receber R$ 6.000, vai ter mais liquidez. O investidor vai ter um quadro em branco, ele que vai pintar a configuração conforme a música, com o que está acontecendo com o mercado. Ele modifica o tamanho de acordo com a necessidade mercadológica.

 

Os juros mais altos não afastam esse investidor?

 

Mesmo com a taxa de juros na faixa de 7%, o momento é muito bom para quem investe em imóveis. Enquanto a taxa for inferior a dois dígitos, ela é atrativa para o investidor imobiliário. E tem que lembrar que o imóvel alugado é corrigido pela inflação, o que é uma segurança para o investidor.

 

A pandemia afetou como os negócios da Vitacon?

 

Quando ela começou, ficamos uns 30, 60 dias congelados. O movimento caiu uns 70%, 80%. Mas começou a voltar a partir de julho de 2020, e foi uma volta rápida. Em julho, já estávamos com 70% do volume pré-pandemia. E, em agosto e setembro, a velocidade de vendas voltou ao padrão de normalidade. Foi uma curva em V. A gente vinha de bons resultados em 2018 e 2019 e, em 2020, mesmo com ¾ do ano afetados, tivemos um desempenho positivo. Essa normalidade continuou em 2021 e devemos fechar o ano com recorde de vendas. Pode ser que algum lançamento fique para 2022 por conta dos órgãos públicos que não estão trabalhando em sua totalidade. Tem muita gente em home office e as aprovações estão demorando mais para sair. O timing de aprovações pode atrasar alguma coisa. Mas nossa previsão é fechar o ano com 20% de crescimento em vendas.

 

A vacinação melhora o cenário do setor imobiliário?

 

Afeta positivamente. Somos uma indústria em que o índice de confiança é muito importante. As decisões nesse setor são de médio e longo prazo, seja pelo prazo de entrega do prédio ou do financiamento do comprador. Quando a vacina avança, o índice de confiança aumenta. E tem um segundo fator. Tem várias compras represadas. Muita gente que queria ter se mexido antes, esperou os últimos 18 meses para ver o que ia acontecer. E tem também o fator do crescimento populacional, que aumenta vegetativamente o déficit de moradias.

 

Texto: Fabiana Futema

Imagem: Divulgação/Vitacon

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