Building with balconies

Você já ouviu falar de empreendimento coliving? Essa grande tendência do mercado imobiliário que traduz uma proposta diferenciada de estilo de vida ainda é, por vezes, confundida com as antigas repúblicas de estudantes ou vista como uma ideia que reduz a individualidade das pessoas.

Nesse contexto, é importante saber que um empreendimento coliving não é sinônimo de falta de organização ou de falta de privacidade, muito pelo contrário! Trata-se de uma nova tendência de moradia que atende o perfil atual da sociedade e das mudanças socioeconômicas que estão acontecendo no mundo.

Podemos dizer que coliving é a redefinição do morar, do habitar, uma forma prática, acessível e descomplicada de viver em comunidade. O conceito é bem parecido com o de coworking e muito próximo da economia compartilhada, mas, nesse caso, não só a divisão das contas importa, como também a integração, a sustentabilidade, a troca de experiência e, claro, a colaboração.

O empreendimento coliving pode ser uma casa ou apartamento, onde pessoas totalmente diferentes compartilham espaços e vivências.

Neste artigo, compreenda melhor como funciona um empreendimento coliving e como é a questão da privacidade nesse tipo de moradia. Acompanhe a seguir.

Por que o empreendimento coliving se tornou tendência?

Frequentemente, ouvimos que os hábitos e interesses da sociedade vêm mudando ao longo dos anos. Mas, quais são as diretrizes?

Morar bem, com conforto, segurança e praticidade, sem gastar muito – essas já são justificativas suficientes para tornar atrativa a proposta do empreendimento coliving, não é mesmo?

No entanto, na verdade, boa parte das pessoas que optam por esse tipo de moradia buscam um pouco mais do que isso, elas também querem manter a sua privacidade ao mesmo tempo em que querem se sentir acolhidas e praticar um senso de comunidade.

Com a correria do dia a dia, a globalização, os trabalhos que exigem cada vez mais dedicação e toda a agitação do mundo moderno, compartilhar espaços vai além da necessidade financeira e se transforma em uma opção com ganhos, principalmente, em termos de qualidade de vida.

O fato é que dividir uma casa, é algo comum há muito anos. A diferença é que antigamente era mais recorrente compartilhá-la com os pais, mães, avós, casal ou, no máximo, entre amigos já conhecidos. A única coisa que mudou nos últimos tempos é a maneira como isso é feito, a ideia de família não se restringe mais aos casais com filhos – a dinâmica do viver junto foi reinventada.

O coliving promete mobilidade e é isso que as novas gerações têm buscado. Os territórios habitados hoje são simbólicos, com menos vínculos, menos objetos, menos apego. Assim, fica muito mais fácil se reinventar, se transformar, mudar, aprender e, principalmente, não se acomodar.

Hoje, a preferência por investir em viagens, educação e a liberdade para mudar de imóvel sempre que surgir uma nova oportunidade de trabalho, estudo, intercâmbio, etc. é mais relevante do que entrar em longos financiamentos ou gastar muito dinheiro com aluguel de uma casa ou apartamento individual com muitos m².

A privacidade em um empreendimento coliving

Engane-se quem pensa que moradores de coliving perdem a sua privacidade. Muitas pessoas costumam comparar o coliving com repúblicas, acontece que, além do perfil dos moradores ser diferente, já que na primeira opção as pessoas costumam estar mais estabilizadas profissionalmente e financeiramente, a privacidade e a liberdade também são maiores.

Algumas moradias possuem áreas privativas, como quartos e, em alguns casos, banheiros e cozinhas compactas, além das áreas compartilhadas, como espaço gourmet, lavanderia, academia, escritório, etc.

Em outros casos, como em condomínio coliving, existe a possibilidade de morar sozinho no apartamento, construído em tamanho mais compacto, para uma ou duas pessoas, e compartilhar apenas as áreas comuns como salão de festas, lavandeira, academia, lounge, ferramentaria, garagem, sala de jogos, etc.

Em ambos os casos, os moradores possuem mais autonomia para escolher os momentos que querem dividir e os que preferem estar reclusos em seu espaço privativo. O que significa que a privacidade em ambiente coliving existe e é respeitada.

São raras as pessoas que querem estar juntas o tempo todo, compartilhar intimidades, tarefas e conversar todos os dias e horários. E foi assim que o coliving foi pensando: para ser prático, colaborativo, social, mas não invasivo. 

É importante lembrar de que quando cada um tem o seu espaço respeitado, não há desentendimentos entre os moradores que compartilham o mesmo imóvel e nem com os vizinhos.

Como esse tipo de empreendimento resgata o senso de comunidade e a troca de experiências, tudo é mais ponderado, não se criam discussões à toa – o consenso é a filosofia vigente.

Nos modernos apartamentos com a proposta coliving, há um equilíbrio perfeito entre espaços e momentos para serem usufruídos a sós ou em grupo, conforme as preferências de cada morador.

E tudo isso tem atraído não apenas moradores, mas também investidores imobiliários que estão de olho nas oportunidades e tendências do setor. Como esse tipo de empreendimento geralmente é muito bem localizado, está alinhado com as necessidades do público e conta com diferenciais que deverão elevar sua valorização no mercado, essa mostra-se uma boa opção para começar-se a investir no ramo imobiliário.

Assim, seja para quem quer investir ou para morar, os empreendimentos coliving deverão, cada vez mais, conquistar seu espaço no mercado.

Gostou do conteúdo de hoje? Você já conhecia a proposta do empreendimento coliving? Ficou com alguma dúvida sobre esse estilo de morar e viver? Deixe sua mensagem nos comentários e acompanhe nosso blog para ficar por dentro das tendências de moradia e do mercado imobiliário.

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