Cidade Colaborativa- A era do acesso

A economia do compartilhamento é uma tendência relativamente recente, mas que tem se mostrado um caminho sem volta em todo o mundo. O modelo de consumo ao qual nos acostumamos nas últimas décadas hoje se revela insustentável. A boa notícia é que cada vez mais gente está se dando conta de que uma ótima alternativa é a possibilidade de trocar a posse pelo uso. A palavra da vez agora é acesso.

Pense na sua relação com a música, por exemplo. Há 20 anos, os CDs eram objetos de desejo, mesmo custando uma fábula. Ainda assim, era comum colecionar álbuns dos seus artistas favoritos. Os mais fanáticos chegavam a acumular centenas de discos. Para muitos, as mídias físicas servem apenas para ocupar espaço e juntar poeira. A música agora é digital e os novos aplicativos oferecem acesso a milhões de faixas a preços convidativos. O CD agoniza.

O exemplo acima tem se repetido nos últimos anos, nos mais diversos (e tradicionais) setores. Hoje é possível alugar o carro do seu vizinho, encontrar um apartamento disponível na praia e até uma roupa de mergulho apenas por um fim de semana – tudo pela internet. Na segunda-feira, é só devolver tudo aos respectivos proprietários.

No Brasil, a economia do compartilhamento, mesmo ainda dando seus primeiros passos, já se mostrou um caminho sem volta. Nas grandes cidades, como São Paulo, o carro vem perdendo gradativamente espaço, especialmente entre a população mais jovem. No lugar dos veículos, surgem ciclofaixas e parklets. Feirinhas gastronômicas ao ar livre ocupam antigas vias, num movimento cada vez mais constante de ocupação da cidade.

*Por Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon.

 

Trecho do guia “Cidades Colaborativas”. Clique aqui e faça o download gratuito

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