Investir em imóveis é uma estratégia para fugir da inflação_

Investir em imóveis é uma alternativa buscada por muitos investidores que querem aplicar o seu dinheiro em negócios seguros com boa rentabilidade. Os motivos que levam a essa decisão são variados – e a proteção contra a inflação é um grande atrativo para grande parte dos investidores.

A inflação representa um aumento geral nos preços de produtos e serviços do dia a dia. Se você possui R$10 guardados no bolso da sua calça, é possível comprar um determinado número de produtos no supermercado. Porém, quando você a guarda no seu guarda-roupas e encontra esses R$10 apenas dois anos depois, é provável que o seu poder de compra tenha diminuído por conta do aumento dos preços dos produtos.

É por conta dessa diminuição do poder de compra que a inflação preocupa muitos investidores. Imagine que, no Brasil, ela tenha um grande aumento nos próximos anos. Será que os seus investimentos vão acompanhar o ritmo da inflação ou você, na verdade, vai acabar perdendo dinheiro?

Neste artigo, veja como funciona a inflação e como investir em imóveis pode ser uma ótima estratégia para driblar os seus efeitos. Confira.

Como funciona a inflação?

Antes de falarmos sobre a estratégia de investir em imóveis para fugir da inflação, vamos compreender melhor como funciona esse fenômeno. Ouvimos falar sobre a inflação com muita frequência – geralmente com uma conotação negativa. Mas você sabe como a inflação impacta na sua vida?

As duas principais características da inflação são a generalidade e persistência. Ou seja, os preços do mercado sobem de maneira generalizada e contínua (com impactos de longo prazo), mas o impacto varia de acordo com o índice de inflação registrado.

Para fazer o acompanhamento das altas e baixas da inflação, existem alguns índices que utilizam faixas de renda, regiões, itens e períodos distintos em suas pesquisas. Os dois principais índices de inflação do Brasil são o IPCA e o IGP-M:

  • IPCA: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é calculado todos os meses pelo IBGE para avaliar a variação do custo de vida de famílias com renda entre 1 e 40 salários-mínimos. Esse é o índice usado como base pelo Banco Central e pelo governo.
  • IGP-M: o Índice Geral de Preços – Mercado é calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e monitora os preços do comércio no varejo, no atacado e na construção civil. Esse é o índice utilizado para corrigir preços de tarifas de serviços públicos, aluguéis e vários tipos de contratos.

O impacto nos investimentos

A inflação pode exercer um grande impacto nos investimentos realizados, e é preciso ter muita atenção para evitar situações desfavoráveis. Um investimento que possui um rendimento nominal de 12% se refere ao valor bruto – sem o desconto de taxas, impostos e da inflação.

Em 2017 a poupança rendeu 6,93% no Brasil. Se os índices de inflação fossem superiores ao rendimento, quem tinha dinheiro na poupança estaria perdendo o seu capital. Como a inflação registrada em 2017 foi de 2,95%, a poupança apresentou uma rentabilidade real de 3,88%.

A inflação no Brasil

No ano de 2017, a inflação oficial do Brasil (medida pelo IPCA)​ ficou em 2,95% – sendo a menor taxa desde 1998, quando foi de 1,68%. Essa foi a primeira vez desde 2009 que o índice ficou inferior a 5%, e o acumulado em 2018 segue a tendência do ano passado.

Apesar de inflação controlada ser uma boa notícia para os investidores, a tendência é que ela volte a subir com um mercado aquecido – o que liga um sinal de alerta para todos os investidores iniciando novas aplicações. Quando falamos sobre investimentos, é necessário ter atenção constante.

Investir em imóveis: uma estratégia para fugir da inflação

Mas então, por que investir em imóveis pode ser uma boa estratégia para fugir da inflação? Quais são as características desses investimentos que minimizam os impactos de um aumento da inflação no Brasil?

Podemos avaliar o sucesso de investir em imóveis por meio de três fatores principais: aluguel de imóveis, fundos imobiliários e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Aluguel de imóveis

Geralmente, os aluguéis de imóveis são corrigidos pelo IGP-M, fazendo com que o valor cobrado pelo aluguel de imóveis comerciais eresidenciais tenha – mesmo que de forma indireta – uma rentabilidade ligada à inflação registrada.

Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários seguem a mesma lógica dos aluguéis. Eles, normalmente, investem em imóveis comerciais e possuem uma rentabilidade ligada ao valor ganho com os aluguéis – apresentando rendimentos corrigidos com base no IGP-M ou IPCA.

Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)

Vimos, até aqui, o IPCA e IGP-M, certo? Entretanto, existe um outro índice muito importante quando falamos sobre investir em imóveis: o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Ele é calculado pela FGV e mede a alteração de preços de itens que impactam no custo de construções habitacionais em 7 capitais do Brasil.

Para fins práticos de investimentos, é preciso compreender que o INCC é utilizado como base para o reajuste do valor de imóveis em construção. Ou seja, as incorporadoras utilizam esse índice como referência para a redefinição de preço das unidades à venda todos os meses.

Além disso, o INCC também incide sobre o valor total que resta a quitar na compra parcelada de um imóvel – exercendo um papel de indexar e reajustar automaticamente o valor de todos os imóveis vendidos, com exceção dos casos em que o comprador optou pelo pagamento à vista.

Isso tudo significa que estar com o seu dinheiro alocado em imóveis é uma estratégia para fugir dos efeitos da inflação de forma automática, pois a rentabilidade do investimento sempre será acrescida de um fator de correção monetária baseado no INCC.

Você já sabia que investir em imóveis é uma ótima estratégia para fugir da inflação? Está pensando em começar um investimento? Então, confira a nossa planilha Análise de Investimentos em Imóveis na Planta e até a próxima. 

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